Macrina, a Jovem

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A Venerável Virgem Taumaturga Santa Macrina, a Jovem (ou a Mestra; m. 380), foi uma monja irmã dos santos hierarcas Basílio, Bispo de Cesareia e Gregório, Bispo de Níssa. A Igreja a comemora em 19 de julho.

Vida

No início do século IV, na província da Capadócia (atual Turquia), nasceu Macrina, irmã de São Basílio Magno e de São Gregório de Níssa. Antes de nascer, um anjo já havia aparecido em sonho para sua mãe, Santa Emília, chamando a nascitura de Tecla, predizendo a vida que sua filha iria seguir (Santa Tecla de Icônio foi a primeira monja martirizada, tornando seu nome famoso entre as virgens). Quando nasceu, a menina foi nomeada em honra a sua vó, Santa Macrina, a Velha, a qual sofreu durante a perseguição do Augusto Galério (305–311).

Macrina possuía nove irmãos, e cresceu sendo educada por sua santa mãe, aprendendo a ler o Evangelho e o Salmódio, além de outros livros que ilustravam a vida piedosa e agradável a Deus. Santa Emília também a ensinou a orar, frequentar os ofícios da igreja, cuidar da casa e fazer artesanato. Ela nunca se sujeitava ao ócio nem a brincadeiras infantis.

Quando Santa Macrina cresceu, seus pais desposaram-na com um piedoso homem, porém esse veio a falecer. Muitos outros homens almejavam o casamento com a santa virgem, porém Macrina recusava-se a ser infiel com a memória de seu falecido noivo. Santa Macrina vivia na casa de seus pais, ajudando-os nas tarefas do lar junto com seus servos, e assistiu a educação aos seus irmãos mais novos. Após a morte de seu pai, ela tornou-se o principal apoio para a família.

Quando todos os seus irmãos cresceram e deixaram o lar da família, Santa Macrina convenceu sua mãe a morrer para o mundo, libertar seus servos e dirigir-se para um mosteiro feminino com ela. Muitos dos servos seguiram o exemplo e viraram monges. Tendo feito os votos monásticos, todos viveram juntos como uma família, rezando e trabalhando juntos e possuindo tudo em comum.

Após a morte de sua santa mãe, Macrina guiou as irmãs de seu mosteiro. Ela possuía um profundo respeito de todos os que a conheciam. Pelas orações da santa, a comida do mosteiro nunca acabava em tempos de fome. A rigidez em relação a si e a temperança em tudo eram características da santa toda a sua vida. Santa Macrina entregou sua alma ao Senhor no ano 380, após uma última oração dando graças a Deus por ter sido abençoada durante todo o curso de sua vida. Postumamente, as monjas do mosteiro contaram a São Gregório que certa vez, Santa Macrina curou uma menina que era deficiente visual. A santa, portanto, tinha sido agraciada com o dom da taumaturgia.

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