Bóris e Glebe de Quieve

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Santos Bóris e Glebe.

Os Mais Ortodoxos Santos Príncipes e Mártires Bóris de Rostóvia e Glebe de Murom (séc. XI) foram os dois primeiros mártires das terras eslávicas após o Batismo da Rússia, filhos de São Vladimir. Junto deles, também são comemorados como mártires Jorge e seus companheiros, que se sacrificaram por amor a São Bóris. Como não responderam o mal com o mal, os santos príncipes são chamados de Portadores da Paixão. A Igreja os comemora nos dias 24 de julho pelo martírio de São Bóris, 5 de setembro pelo de São Glebe e 2 de maio pela transladação de suas relíquias e a consagração da Igreja dos Santos Bóris e Glebe em Quieve.

Além dessas datas, os mártires também são comemorados na Festa de Todos os Santos de Tula em 22 de setembro, na Festa de Todos os Santos de Rostóvia e Jaroslávia em 23 de maio, na Festa de Todos os Santos de Riazã e Sibéria em 10 de junho e na Festa de Todos os Santos de Quieve em 15 de julho. Juntamente com Santa Olga de Quieve, sua bisavó, Bóris e Glebe são os padroeiros de toda a Visgárdia, estando até hoje presentes em seu brasão.

Vida

Bóris e Glebe nasceram no final do século X, filhos de São Vladimir, o Grande, Grão-Príncipe de Quieve (980–1015), com a búlgara Adela, quando esse ainda era pagão. Além deles, São Vladimir também teve outros dez filhos homens, dos quais fê-los príncipes de suas terras: Venceslau e São Jaroslau de Novogárdia, Iziaslau de Polócia, Esvetopolco de Turóvia, Usevolodo e Posvisdo da Volínia, Esvetoslau da Drévlia, Mistiaslau de Tmutaracã, Estanislau de Esmolensco e Sudislau de Pscóvia. Bóris foi feito Príncipe de Rostóvia em 1010 enquanto que Glebe tornou-se Príncipe de Murom em 1013, e assim governavam as terras do norte. Após receberem o Santo Batismo junto com seu pai em 988, receberam os onomásticos de Romano e Davi.

Bóris nasceu com o dom da leitura e da escrita, e compartilhou com seu irmão mais novo Glebe seu conhecimento sobre o Evangelho de Jesus Cristo e as vidas dos santos, as quais os dois lutaram para imitar. Como príncipes, ambos de distinguiam pela compaixão, misericórdia e bondade com a qual tratavam suas terras e seu povo.

Em 1015, quando São Vladimir caiu enfermo em meio ao avanço dos pechenegues pagãos nas terras russas, Bóris, seu mais amado filho, assumiu seu exército para proteger os quievanos. Poucos dias depois, São Vladimir rendeu seu espírito a Deus e Esvetopolco, o Maldito, usurpou o trono de Quieve para si, trazendo consigo clérigos heréticos financiados pelos poloneses, seus aliados, para subverterem a Fé ortodoxa. Mesmo presenteando os quievanos com moedas e ouro, seus corações ainda estavam com Bóris. Este, quando voltou da campanha, soube do repouso de seu pai e chorou amargamente.

O exército de São Vladimir mostrou-se disposto a depor Esvetopolco para elevar Bóris ao grão-principado já que esse era o último desejo de São Vladimir, mas o piedoso Bóris negou, dizendo: “Jamais levantarei minha mão contra meu próprio irmão. Agora que meu pai se foi, que Esvetopolco tome o lugar dele em meu coração.” Para Esvetopolco, no entanto, seu irmão era um rival que só poderia ser vencido pela espada.

Para acalmá-lo, Esvetopolco enviou uma mensagem a Bóris dizendo que desejava viver pacificamente com ele e expandir as fronteiras do grão-principado. Adotando o espírito de Caim, Esvetopolco partiu à noite à Visgárdia, ao norte de Quieve, e foi ter com os aristocratas boiardos, comprando sua lealdade para que matassem seus santos irmãos Bóris, Glebe e Jaroslau. Os mercenários juraram até dar suas vidas por Esvetopolco, e voltaram a Quieve sem que ninguém pudesse notá-los.

Paixão

O sacrifício de São Jorge.

São Bóris, que nunca havia cessado de orar ao Senhor, estava sozinho com seus servos nas margens do Rio Alta na Pereaslávia, oitenta quilômetros ao sudeste de Quieve. De repente, as palavras do Senhor vieram à sua mente: “Outro te cingirá, e te levará para onde tu não queres”. Bóris, então, entendeu que a carta de seu irmão era, na verdade, o beijo de Judas. Após o pôr do sol, o príncipe retirou-se à sua tenda para uma vigília, e começou a cantar o Salmódio. Depois, dirigiu seus olhos ao ícone do Salvador e orou:

“Senhor Jesus Cristo, Tu que nesta imagem apareceste entre nós para nossa salvação, Tu que sofreste voluntariamente na Cruz e que suportaste Tua Paixão pelos nossos pecados, ajuda-me agora a suportar minha paixão, pois sofrerei não pelas mãos dos meus inimigos, mas pelas mãos de meu próprio irmão. Ó Senhor, perdoa-lhe sua falta, e não a conte como pecado.”

Logo em seguida, os mercenários rasgaram sua tenda e partiram em direção ao príncipe. Jorge, seu mais amado servo, pulou na frente de Bóris para salvá-lo da morte, e foi trespassado pela espada. A lança também atingiu o príncipe, que caiu no chão sem forças e foi enrolado num pano pelos assassinos. Quanto a São Jorge, foi decapitado por vestir o colar de ouro dado por Bóris como presente, e entregou sua alma ao Senhor junto com os outros servos do príncipe.

O corpo de Bóris foi jogado numa carroça e levado a Quieve. Quando Esvetopolco viu que ele ainda estava respirando, ordenou que dois de seus homens esfaqueassem-no no coração. Foi assim que São Bóris rendeu seu espírito em 24 de julho de 1015 e recebeu a coroa do martírio por seu Senhor nos Céus. Em seguida, levaram-no à Visgárdia, sepultando-o na Igreja de São Basílio, uma das maiores de todas as terras russas até então e construída por seu pai, São Vladimir, no curso de duas décadas.

Esvetopolco recompensou satã e seus filhos com uma grande quantia de ouro e maravilhou-se com o assassinato. Escrevendo mais uma carta, enviou-a a Glebe, dizendo que seu pai estava muito enfermo e desejava sua presença. Obediente que era, Glebe logo montou em seu cavalo e partiu de Murom com seus servos até Quieve. Em Esmolensco, embarcaram no Dniepre e seguiram em direção a Quieve.

Enquanto isso, São Jaroslau foi visitado por sua irmã, Predeslava, que contou-lhe tudo o que havia acontecido. O príncipe, então, escreveu às pressas uma carta a Glebe, já que o curso do Dniepre fá-lo-ia passar por Esmolensco em breve, e seus servos lhe entregaram. Quando leu que seu irmão havia sido assassinado por Esvetopolco e que ele estava em direção a uma emboscada, Glebe irrompeu-se em choro, mas continuou no rio, lamentando-se:

“Ai de mim, ó Senhor, seria melhor que eu morresse com meu irmão a continuar neste mundo! Ó meu irmão, eu daria minha vida para poder ver teu rosto uma última vez! Por que tu me abandonaste? Onde estão as palavras pelas quais tu me ensinaste tudo, meu irmão? Pois não ouço mais os teus doces conselhos… Se Deus encorajou-o para tal, roga a Ele para que eu também possa sofrer a mesma paixão, pois é melhor para mim morar contigo do que continuar neste mundo!”

Enquanto São Glebe se lamentava, os mercenários cercaram seu barco e sacaram suas armas. Seus servos prepararam-se para o ataque, mas o príncipe os exortou a não pegarem em armas já que não eram eles a quem os boiardos estavam buscando. Os assassinos obrigaram seu próprio cozinheiro a pegar sua faca e esfaquear Glebe até a morte. Foi assim que o jovem príncipe foi oferecido como um cordeiro inocente ao holocausto em 5 de setembro de 1015, e de Deus recebeu sua coroa imperecível junto com seu tão querido irmão. O corpo do mártir foi jogado na ribanceira, entre duas árvores.

Pós-vida

No mesmo ano, Esvetopolco matou seu outro irmão, Esvetoslau, e tomou a Drévlia para si, expandindo as fronteiras de Quieve em direção ao ocidente. Em Novogárdia, Jaroslau muito se lamentava pela morte de seu pai e seus irmãos, e seu povo mostrou-se disposto a trazer de volta a paz ao grão-principado. Assim, mais de quarenta mil homens seguiram São Jaroslau em direção a Quieve, enquanto o príncipe chamava a Deus como testemunha: “Não fui eu que dei início à matança de meus irmãos, mas o próprio Esvetopolco. Que Deus Se vingue do sangue inocente dos meus irmãos, pois o maldito derramou o sangue de Bóris e Glebe, e talvez trará o mesmo destino a mim. Mas julga-me, ó Senhor, de acordo com a Tua justiça, para que a malícia de Esvetopolco chegue ao fim.”

Ambos os exércitos se encontraram nas margens opostas do Dniepre no norte da Chernigóvia, mas nenhum dos lados ousou atacar, permanecendo assim frente a frente durante três meses. Quando o general de Esvetopolco escarneceu dos novogárdios, São Jaroslau partiu para o ataque, e uma terrível carnificina fez Esvetopolco e seu exército fugirem em direção ao ducado dos poloneses.

Dois anos depois, Esvetopolco retornou com Boleslau, então Duque da Polônia (992–1025), e seu exército. Boleslau, cuja filha havia se casado com Esvetopolco, estava em uma grande campanha pela libertação da Polônia dos germânicos e sua expansão territorial, e a proposta de seu genro era tentadora. O exército polonês facilmente derrotou o de São Jaroslau na Batalha de Volínia, e Quieve foi tomada novamente por Esvetopolco. Os novogárdios não queriam desistir, e conseguiram recrutar muitos varegues, víquinges que habitavam as terras russas e tinham uma habilidade destoante com espadas.

No caminho de volta a Quieve, São Jaroslau parou no local onde Bóris havia sido martirizado, levantou suas mãos ao Céu e exclamou: “Eis que a voz do sangue de meu irmão clama por Ti desde a terra! Ó Senhor, vinga o sangue desse justo e visita o criminoso com a dor e o terror que Tu infligiste a Caim para vingar o sangue de Abel. Ó meus irmãos, embora estejais ausentes em corpo, ajudai-me com vossas orações contra o assassino.”

Os exércitos se encontraram ao nascer do sol, e um massacre triplo nunca antes visto nas terras russas anunciou a vitória de São Jaroslau. Enquanto Esvetopolco fugia, o próprio satã começou a voar em sua direção para quitar seu pacto com o novo Abimeleque. Os ossos do príncipe enfraqueceram-se até que ele caísse de seu cavalo e tivesse de ser levado numa carroça. Quando já estavam em Bréscia na Polônia (atual Bielorrússia), seus homens pensaram em parar para um descanso, mas Esvetopolco gritou: “Mais rápido, eles estão nos alcançando!” Ninguém podia ver os demônios se aproximando sem ser ele, mas mesmo assim continuaram a correr com seus cavalos.

Quando já estavam no interior da Polônia, o príncipe gritava ainda mais e não conseguia olhar para trás e ver a figura de Satanás, a qual homem algum consegue vê-la e continuar vivo. Num ataque de loucura, Esvetopolco pulou da carroça assim que adentraram a Boêmia (atual Chéquia) e correu o máximo que podia pela floresta. As bestas, entretanto, foram mais rápidas. Assim que o príncipe tropeçou num galho e caiu no chão, os demônios pularam em cima dele e precipitaram seu espírito até as profundezas do inferno. Um odor horrível tomou conta de seu corpo, e seus servos tiveram de deixá-lo para voltar ao pó ou servir de ração para os animais da floresta.

Foi assim que São Jaroslau foi feito Grão-Príncipe de Quieve (1019–1045), e a paz retornou às terras russas. Foi em 1019 que o corpo de São Glebe foi encontrado incorrupto na ribanceira do Dniepre, e assim seus corpos encontraram-se na Igreja de São Basílio, mesmo que muito depois de suas almas. Peregrinos de todas as partes vinham até o templo para venerar as relíquias dos santos Bóris e Glebe, e muitos prodígios eram feitos entre os enfermos — coxos tornavam a andar, cegos podiam ver e doentes eram curados. No ano seguinte, um incêndio atingiu a igreja, e São Jaroslau construiu uma ainda maior de madeira, com cinco cúpulas.

A intercessão dos santos defendeu as terras russas de inúmeros ataques inimigos, sendo talvez o mais conhecido a Batalha do Rio Neva em 1240, quando o então santo Príncipe Alexandre de Novogárdia (1236–1240) salvou os cristãos ortodoxos da morte através do auxílio divino dos santos irmãos e conseguiu repelir os ataques promovidos pela Igreja Latina às terras russas.

Igreja dos Santos Bóris e Glebe em Quieve

Igreja dos Santos Bóris e Glebe em Quieve com uma parte das paredes destruída por tiros da Segunda Guerra Mundial. (ver fotos)

Na era do Metropolita Jorge (1069–1073), quando São Jaroslau já havia repousado no Senhor e seu filho Iziaslau (1054–1078) governava Quieve, uma igreja de pedra foi construída na Visgárdia para sediar as relíquias dos santos príncipes como agradecimento à salvação de Quieve dos xamanistas cumanos. Em 2 de maio de 1072, São Teodósio de Quieve reuniu-se com os outros hegúmenos e bispos das terras russas para a transladação das relíquias. O Grão-Príncipe Iziaslau e os outros filhos de São Jaroslau carregavam o caixão de madeira de São Bóris em seus ombros, e eram precedidos pelos monges que seguravam velas em suas mãos. Na frente deles vinham os diáconos incensando o caminho, os padres e os bispos. A procissão era liderada pelo Metropolita Jorge.

Assim que abriram o caixão, uma doce fragrância tomou conta de toda a igreja e o temor apoderou-se de Jorge, que estava incerto sobre a santidade das relíquias. Ele próprio prostrou-se e implorou pelo perdão, beijando as relíquias de Bóris e transladando-o para um caixão de pedra. Em seguida trouxeram as relíquias de São Glebe, vindas através de um carrinho por conta do peso de seu caixão, que já era de pedra. Assim que chegaram às portas da igreja, o caixão parou imóvel, e as cordas não conseguiam puxá-lo mais adiante. Foi necessária uma litania para que o caixão de Glebe aceitasse adentrar a igreja. Após a grande comemoração da consagração e a Divina Liturgia, o jantar foi servido a todos os presentes, e desde nobres a monges partilhavam da mesma mesa.

Quando seu irmão Esvetoslau II (1073–1077) tomou Quieve para si num momento de instabilidade, quis reconstruir a igreja com paredes de pedra em vez de madeira. A construção só foi concluída após a morte de ambos, no grão-principado de Usevolodo (1078–1093), também irmão. Nos tempos de Esvetopolco II (1093–1113), filho de Iziaslau, uma porção das relíquias dos santos príncipes foi enviada ao Mosteiro de Sázava na Boêmia para que as terras fossem purificadas do espírito de seu tio-avô, e seus caixões foram reconstruídos em prata em vez de pedra. A doação a Sázava ocorreu em 1095, um ano antes do mosteiro abandonar a Ortodoxia.

Quando São Vladimir II, filho de Usevolodo, ainda era Príncipe de Pereslávia (1094–1113), os caixões foram folheados a ouro, enquanto que a igreja crescia em altura graças às obras de Olegue, Príncipe de Chernigóvia (1097–1115) e filho de Esvetoslau II. A nova igreja foi concluída em 1111, mas Esvetopolco II não queria transladar as relíquias para o novo templo já que a obra não era sua. Após sua morte em 1113, São Vladimir II tornou-se Grão-Príncipe de Quieve (1113–1125) e, em 2 de maio de 1115, no mesmo dia da primeira transladação das relíquias, peregrinos de todo o grão-principado lotaram Quieve, e as Matinas tiveram que ser realizadas em ambas as igrejas para que todos pudessem participar da festa.

A transladação dos caixões foi feita com carrinhos. Enquanto que São Vladimir II acompanhava o de São Bóris, Olegue e seu irmão Davi seguiam o de São Glebe. De fato, São Bóris tornou-se padroeiro dos descendentes de São Vladimir II, enquanto que Glebe tornou-se o dos descendentes de Olegue e Davi. Esse último chamava-se Davi por causa do nome cristão de São Glebe, e também era irmão de Romano de Tmutaracã (1073–1079) e Glebe de Novogárdia (1067–1078), todos filhos de Esvetoslau II.

Tanto a Visgárdia como todas as terras quievanas ligadas ao martírio dos santos irmãos receberam inúmeras igrejas, como no local onde São Bóris foi assassinado (também na Visgárdia), onde São Glebe tomou seu bote (próximo de Esmolensco), onde o corpo de Glebe foi encontrado quatro anos após seu martírio (também em Esmolensco; ver fotos) e onde o crânio de São Jorge está, um mosteiro fundado por Santo Efraim de Novotorsócia, seu irmão (na Tuéria; ver fotos). Essas e muitas outras igrejas evidenciaram a enorme veneração que os santos príncipes tinham como os primeiros mártires da Rússia.

A Igreja dos Santos Bóris e Glebe em Quieve sediou suas santas relíquias até o Cerco de Quieve em 1240, quando os xamanistas, agora dentro do continental Império Mongol e liderados pelo Imperador Bato (1227–1255), neto de Gêngis, invadiram as terras russas e saquearam suas cidades. Mais de meio milhão de cristãos ortodoxos tiveram suas vidas ceifadas nessa invasão, e a Igreja dos Santos Bóris e Glebe foi completamente destruída. Suas relíquias nunca mais foram encontradas. Uma série de reconstruções foram feitas, mas todas demolidas em pouco tempo. Em 1991, na era do Patriarca Aleixo II (1990–2008), o templo foi restaurado após ser destruído na Segunda Guerra Mundial (1939–1945).

Hinos

Tropário

(Tradução livre)

Os verdadeiros mártires e obedientes à verdade do Evangelho de Cristo, /
o bem-aventurado Bóris com o bondoso Glebe, /
não resistiram a seu inimigo, pois este era seu irmão, /
que matando seus corpos não pode tocar as suas almas. /
Que chore então o raivoso amante do poder, /
enquanto vos alegrais junto dos anjos perante a Santíssima Trindade. /
Orai, ó santos mártires, por vossa dinastia, pela existência que agrade a Deus, /
e para que os filhos da Rússia se salvem.

Condáquio

(Tradução livre)

Hoje resplandece vossa mais gloriosa memória, /
ó nobres partícipes da paixão de Cristo, Bóris e Glebe, /
pois vós nos chamais a cantar louvores a Cristo nosso Deus. /
Orando a Ele através de vossos sagrados ícones, ó santos, /
recebemos o prodígio da cura por vossas intercessões, /
pois vós sois verdadeiramente os médicos de Deus.

Referências

  • São Demétrio, Arcebispo de Rostóvia (1906). A vida dos santos. Livros IX e XI.
  • São Nestor, o Cronista (1953). Crônica dos Anos Passados. Livro único.
  • São Nicolau, Bispo de Ócrida (2002). O prólogo de Ócrida. Volume I.

Ligações externas