Mais tarde, em meados de 1880, Alexander Dzubay, um padre uniata que estudou com Alexis no seminário, escreveu uma petição ao bispo João pedindo para que Padre Alexis fosse mandado aos Estados Unidos. O bispo concordou e enviou Alexis como um "missionário". Ele chegou aos EUA em [[15 de novembro]] de 1889 e em [[27 de novembro]], no dia de ação de graças, conduziu seu primeiro serviço litúrgico na igreja greco-católica de Santa Maria em Minneapolis, como o primeiro sacerdote residente a servir oficialmente nesta igreja. No entanto, o edifício não estava completo; não havia mobília e nem paramentos, apenas uma dívida. Ao longo do ano seguinte, Alexis trabalhou com sua comunidade e conseguiu o que era preciso, tornando a paróquia uma instituição organizada e estável, tudo isso sem receber qualquer salário.
Como uniata, Padre Alexis entendeu que devia visitar o bispo católico da região, já que não havia nenhum bispo de rito oriental nos Estados Unidos naquela época.<ref name="siteoca">[http://ocafs.oca.org/FeastSaintsViewer.asp?SID=4&ID=1&FSID=101300 Life of St. Alexis Toth], disponível no site oficial da [[OCA]].</ref> O então dirigente da Arquidiocese de Saint Paul e Minenapolis era o [http://en.wikipedia.org/wiki/John_Ireland_(bishop) Arcebispo John Ireland], um forte defensor do movimento de ''[http://en.wikipedia.org/wiki/Americanization_(immigration) americanização]'' dos imigrantes católicos dentro da Igreja Católica Romana nos Estados Unidos, principalmente de imigrantes católicosdos alemães.<ref name="siteoca" /> Ele encarou Alexis e seu rebanho era hostil com as paróquias étnicas tal como uma seita estranha a que Padre Alexis servia, não possuía a vendo uma capacidade ou o desejo de se encaixar em seus planos. Falando sobre o ocorrido, Padre Alexis disse que o Arcebispo Ireland ficou irritado e jogou suas credenciais sacerdotais na mesa, enquanto ardentemente protestava sobre sua presença na cidade. Alexis também disse que Ireland não reconheceu nem ele nem seu bispo como verdadeiros católicos.<ref name="mark">Mark Stokoe e Leonid Kishkovsky, ''[http://oca.org/history-archives/orthodox-christians-na/chapter-2 Orthodox Christians In North America: 1794-1994'', Chapter 2: "Immigration and Conversion"]. Disponível no site oficial da [[OCA]] </ref> Uma biografia de John Ireland, escrita pelo padre católico romano [http://ethicscenter.nd.edu/programs/catholic-culture-literature-series/strangers-in-a-strange-land/marvin-o-connell Marvin O'Connell], confirma este acontecimento:
:''O sacerdote apresentou ao arcebispo suas credenciais. Ao lê-las, as mãos de Ireland tremeram. Então, ele olhou para cima e disse abruptamente em latim:'' ''"Você tem uma mulher?"'' ''"Não", respondeu Toth na mesma língua.'' ''"Mas você teve uma?"'' ''"Sim, eu sou viúvo."'' ''Ireland jogou os documentos sobre a mesa na frente dele. "Eu já escrevi a Roma protestando contra este tipo de padre que está sendo enviado para mim!"'' ''"Que tipo de padre você está falando?"'' ''"O seu tipo".'' ''"Eu sou um sacerdote católico de rito grego", Toth protestou. "Eu sou um uniata e fui ordenado por um bispo católico regular."'' ''"Eu não considero que você ou esse bispo de vocês sejam católicos, além de eu não precisar de quaisquer sacerdotes greco-católicos aqui, um padre polonês em Minneapolis é o suficiente, os gregos também podem tê-lo como seu sacerdote."''<ref name="marvin">Marvin O'Connell, ''John Ireland and American Catholic Church'', Minnesota Historical Society, 1988, pág. 269.</ref>
Segundo Alexis, a conversa foi tornando-se mais problemática a cada minuto, com ambos perdendo a calma.<ref name="siteoca" /> Ireland se recusou a dar permissão para Toth servir como sacerdote em Minneapolis e ordenou que todos os sacerdotes católicos romanos e seus rebanhos não tivessem relações com Alexis e seu povo. Ireland citava um decreto que dizia que os padres casados das igrejas católicas orientais não eram autorizados a servir na Igreja Católica nos Estados Unidos. Mas não foi só isso: a forma que se referiu a Alexis e como tratou a jurisdição da qual ele fazia parte o entristeceu muito. Padre Alexis, por sua vez, enviou um relatório ao seu bispo na Eslováquia sobre a sua recepção pelo Arcebispo Ireland, mas não obteve nenhuma resposta. Outros sacerdotes uniatas nos Estados Unidos enviaram cartas ao Padre Alexis relatando que eles tiveram confrontos similares. Segundo O'Connell, "''A visão de Ireland contra os uniatas não era de forma alguma única; seus colegas de episcopado, americanistas assim como anti-americanistas, compartilhavam esta visão ou pelo menos eram condolentes com ela [...]''"<ref name="marvin" />
Em outubro de 1890, houve uma reunião de 8 dos 10 sacerdotes uniatas na América em Wilkes-Barre, Pensilvânia, sob a presidência de Alexis. Nesta altura, os bispos norte-americanos, incluindo John Ireland<ref>Edward Faulk, ''101 Questions & Answers on Eastern Catholic Churches''. New York: Paulist Press, 2007, pág. 87.</ref>, haviam escrito a Roma exigindo a retirada de todos os sacerdotes uniatas nos Estados Unidos, temendo que os padres e paróquias uniatas fossem dificultar a assimilação dos imigrantes na cultura americana.<ref name="marvin" /> Padre Alexis e outros sacerdotes greco-católicos passaram a acreditar que seriam deportados para à Europa e que seus fiéis seriam no final das contas anexados às paróquias de rito romano em suas respectivas cidades.
:Vamos nós, os fiéis, louvar o sacerdote Alexis,
:Um um farol luminoso da Ortodoxia na América,
:um modelo de paciência e humildade,
:um pastor digno do rebanho de Cristo.
:Ele chamou de volta as ovelhas que haviam se desviado
:E e trouxe-as pela sua pregação
:ao Reino dos Céus!