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→Pós-vida
== Pós-vida ==
[[Imagem:Church of St Bucolus.jpg|miniatura|Igreja de São Bucólio em Esmirna. <small>([//www.google.com/maps/place/Church+of+St.+Vukolos/@38.421324,27.1450443,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x14bbd8f300d4f089:0x5f0e6f16805a54e6!8m2!3d38.421324!4d27.147233 ver mais])</small>]]
Após seu sepultamento, Deus fez um ramo de murta crescer de baixo dos seus pés, mas que cresceu tanto que a raiz já alcançava até a sua cabeça. Muitos que vinham até ela com fé e comiam dos seus frutos eram curados de suas doenças no decorrer dos séculos que se seguiram. No século V, uma capela em honra ao santo foi construída para abrigar os peregrinos e ocasionalmente realizar a Divina Liturgia.
Entretanto, depois de um tempo, outro muçulmano comprou o terreno. Após concluir a terraplanagem, o homem abriu o túmulo e jogou as relíquias do santo para fora. Em 6 de fevereiro de 1667, quando os cristãos vieram celebrar sua memória, encontraram as relíquias jogadas por toda a grama, e imediatamente recolheram-nas para depositá-las em outras igrejas. Alguns inclusive ficaram com algumas, guardando-as a salvo em suas casas. Embora vazio, o túmulo continuou realizando milagres naqueles que veneravam São Bucólio.
Foi somente na era do Patriarca Sofrônio III (1863–1866) que o local foi reconquistado e uma nova igreja foi construída em honra a São Bucólio. Ela possuía um rara cúpula de vidro e foi a única a sobreviver à Catástrofe de Esmirna em 1922, quando um grande incêndio por mais de uma semana reduziu a maior parte da cidade a ruínas. Nos dias em que se seguiram, a população cristã sobrevivente foi massacrada pelos islâmicos como parte do Genocídio Grego, mas ainda assim a igreja permaneceu intocada. Dois anos depois, com a Queda do Império Otomano, os republicanos invadiram a igreja e transformaram-na num armazémmuseu. Nos anos em que se seguiram, o templo serviu também como sala de concertos e teatro, até ser transformado num museu de antiguidades tornar-se um armazém e posteriormente ser abandonado.
Entre 1996 e 1997, um piedoso homem de Cardítsa na Tessália chamado Costas viu em sonho um ancião que saudou-o e disse: “Quero que tu venhas à minha casa. Eu sou São Bucólio.” Costas não conhecia nenhum santo com esse nome, e perguntou de onde ele era. “Eu venho das profundezas da Ásia Menor. Vem ao Oriente e pergunta aos capadócios, tu achar-me-ás lá.” O sol ainda não tinha raiado quando Costas despertou, e escreveu o que havia visto no sonho para mostrar ao seu pai espiritual. Ele chegou antes da hora terça na igreja, e imediatamente viu um ícone de São Bucólio, nunca visto antes naquele templo por Costas.
Em 2009, Costas e o monge cobriram as janelas da igreja e conseguiram realizar em segredo a primeira Divina Liturgia no templo após quase noventa anos. Em maio de 2010, a antiga igreja foi visitada pelo próprio Patriarca Bartolomeu (1991–), o qual cantou “Cristo Ressuscitou” na ocasião e anunciou que o museu retornaria à Igreja. Quanto a Costas, o piedoso homem demoliu seu celeiro para dar espaço à construção de uma nova capela dedicada a São Bucólio, a primeira em toda a Grécia, na qual já foram relatados milagres de cura pelas orações do santo.
Durante os trabalhos de restauro na igreja de Esmirna, ícones afrescos de Cristo e de outros santos foram encontrados escondidos na nas paredes da igreja. Em 17 de agosto de 2014, a primeira Divina Liturgia foi realizada no templo restaurado e, em 6 de fevereiro de 2015, o patriarca retornou ao local junto com o governador de Esmirna para reconsagrá-la ao santo. Nesse dia, um novo ramo de murta foi plantado no local onde ficava o túmulo de São Bucólio. Por ainda estar sob domínio turco, a igreja também é obrigada a sediar apresentações culturais dentro dela, além de suas paredes não poderem conter ícones novos além dos cujos rostos foram apagados pelos turcos. O templo ainda não possui autorização de ter um altar ou um iconostásio.
== Referências ==