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Babylas de Antioquia

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Em Antioquia havia uma certa Cristódula, uma das mais honráveis cristãs da cidade, a qual já havera sofrido perseguição por sua Fé em tempos passados e tinha São Babylas como um pai na Fé. Por decisão do imperador, o exército cercou sua casa e levou-a junto com seus três filhos para a prisão, os quais não demonstraram nenhum tipo de relutância, uma vez que amavam o bispo como um pai e, mesmo sendo crianças, ultrapassavam em inteligência os astutos de seu tempo e sabiam que o hierarca lutava pela salvação de suas almas.
=== Cárcere ===
Urbano era o filho mais velho, e tinha doze anos de idade. Prilidiano possuía nove, e Hipolino, o mais novo, sete. Os três jovens foram brutalmente chicoteados em frente à mãe e o hierarca, porém suportaram às torturas com a certeza de que sofriam por Cristo. Tentando fazê-las desistir, o tirano dizia coisas como: “De que serve entregar teus filhos à morte? Não te importa que eles pereçam na flor da juventude?”, mas todos permaneceram inabaláveis em sua confissão de Fé e, com o cansaço dos algozes, foram levados às celas da prisão.
Para eles, o ferro das correntes era mais precioso que o ouro, e as correntes eram mais valiosas que o diadema real do imperador; e as valorizavam mais que todas as posses do tirano, pois as “vestiam” para Cristo. As correntes eram o preço de sua libertação, pois por elas confessariam a Cristo e entrariam em Seu Reino.
Nesses termos, a vida daquelas crianças encontrava-se com a dos três santos jovens de outrora — Ananias, Azarias e Misael — os quais não se deixaram sucumbir pela ameaça do novo Nabucodonosor e permaneceram fiéis a Deus. Mais do que isso, as crianças deixaram um maduro e valioso exemplo de reverência e obediência que um cristão deve ter em relação ao seu pai espiritual: identificando através da santidade que São Babylas era um dos “ministros dos Mistérios de Deus”, de quem São Paulo ensinara em suas epístolas aos coríntios três séculos antes, os jovens escutavam as mensagens de seu pai espiritual como se fossem ditas pelo próprio Senhor.<ref>I Coríntios 4:1. Estime-nos cada um como a ministros de Cristo, e dispenseiros [''οἰκονόμους''] dos Mistérios de Deus.</ref> Como ouviam a leitura das epístolas diariamente, as crianças identificavam seu pai espiritual em várias cartas de São Paulo. Elas sabiam que deveriam prestar atenção em seus ensinamentos e seguir suas instruções à risca, pois seria das almas delas que São Babylas prestaria conta.<ref>Hebreus 13:17. Obedecei aos vossos condutores [aqui é usada a mesma palavra para hegúmeno, ''ἡγουμένοις''] e vos sujeitai a eles, porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.</ref> Além disso, seguiam seu exemplo, imitavam sua Fé, honravam e respeitavam-no. Novamente envergonhado — dessa vez por crianças —, o imperador retirou-se e, no dia seguinte, ordenou que as três santas crianças e seu pai espiritual fossem decapitados. Assinando seu nome no decreto, o tirano paradoxalmente rubricava seu nome em sua própria condenação, pela qual herdaria o Geena eterno.
São Babylas, então, encorajou-as e ensinou tudo o que ainda restava sobre a Fé. Os três jovens foram martirizados à espada, e com seu próprio sangue selaram seu testemunho por Cristo, herdando a vida eterna e intercedendo para sempre por nós. Em seguida, São Babylas inclinou sua cabeça e foi da mesma forma martirizado, ascendendo aos Céus junto com as crianças e transformando suas relíquias em uma fonte de bens aos cristãos, como testemunho constante do heroísmo de seu pastor.
Em março de 363, Juliano deixou Antioquia com um exército de noventa mil homens em direção à Pérsia, de onde nunca mais voltaria. Juliano morreu de hemorragia em junho após ser atacado em batalha com uma lança, e suas últimas palavras foram, de acordo com as testemunhas, “O galileu conquistou”. Nas palavras de [[Nikolai (Velimirovich)|São Nikolai (Velimirovich), Bispo de Žiča]] (1919–1956), um milênio mais tarde: “Tal foi o poder do mártir de Cristo após a morte: silenciou o demônio, trouxe fogo do céu, destruiu o templo da idolatria, e puniu o apóstata com uma morte desonrosa.”
 
== Referências ==
<small><references/></small>
== Notas ==
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