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No dia seguinte, um grupamento de soldados posicionou-se em frente à igreja onde São Babylas se encontrava, e leram em voz alta a sentença de que o hierarca seria conduzido ao tribunal da província.
Chegando lá, o santo foi feito réu pelos juízes pagãos, e o imperador subiu ao púlpito do tribunal para “repreendê-lo” pelo desrespeito. Acusado pelo imperador de ter insultado o nome real, São Babylas negou, dizendo que recebera do próprio Rei Celestial a obrigação de proteger seu rebanho de tamanho lobo profano. O imperador imaginava que colocar o hierarca ao meio do pretório faria-o fraquejar e sair de lá envergonhado, porém não esperava que São Babylas havia sido preparado por Deus desde tenra idade para esse momento através de sua vida ascética e divina. Após falsamente incriminá-lo de uma série de delitos — afinal, o imperador tinha pleno poder de interpretar as leis —, o tirano determinou como única opção que o arcebispo deveria oferecer sacrifício aos ídolos. São Babylas prontamente recusou fazer tamanha blasfêmia, e dizendo que aceitaria quantos tormentos fossem necessários, mas que jamais daria as costas a Cristo. Então, foi acorrentado e jogado na prisão. Ainda assim, dava dando graças a Deus por ser considerado digno do martírio.
Em reunião com os magistrados, o imperador decidiu que, devido à sua posição, São Babylas não seria punido; antes, assistiria o seu próprio rebanho receber a condenação. Dessa forma, o imperador acreditava que a tortura psicológica faria-o ceder e oferecer sacrifício aos deuses pagãos.
Em Antioquia havia uma certa Cristódula, uma das mais honráveis cristãs da cidade, a qual já havera sofrido perseguição por sua Fé em tempos passados e tinha São Babylas como um pai na Fé. Por decisão do imperador, o exército cercou sua casa e levou-a junto com seus três filhos para a prisão, os quais não demonstraram nenhum tipo de relutância, uma vez que amavam o bispo como um pai e, mesmo sendo crianças, ultrapassavam em inteligência os astutos de seu tempo e sabiam que o hierarca lutava pela salvação de suas almas. Urbano era o filho mais velho, e tinha doze anos de idade. Prilidiano possuía nove, e Hipolino, o mais novo, sete. Os três jovens foram brutalmente chicoteados em frente à mãe e o hierarca, porém suportaram às torturas com a certeza de que sofriam por Cristo. Tentando fazê-las desistir, o tirano dizia coisas como: “De que serve entregar teus filhos à morte? Não te importa que eles pereçam na flor da juventude?”, mas todos permaneceram inabaláveis em sua confissão de Fé e, com o cansaço dos algozes, foram levados às celas da prisão.
Nesses termos, a vida daquelas crianças encontrava-se com a dos três santos jovens de outrora — Ananias, Azarias e Misael — os quais não se deixaram sucumbir pela ameaça do novo Nabucodonosor e permaneceram fiéis a Deus. Novamente envergonhado — dessa vez por crianças —, o imperador retirou-se e, no dia seguinte, ordenou que as três santas crianças e seu pai espiritual fossem decapitadasdecapitados. São BabylasAssinando seu nome no decreto, entãoo tirano paradoxalmente rubricava seu nome em sua própria condenação, encorajou-as e ensinou tudo pela qual herdaria o que ainda restava sobre a Fé, e os três jovens foram martirizados à espada, herdando a vida eterna e intercedendo para sempre por nósGeena eterno.
São Babylas, então, encorajou-as e ensinou tudo o que ainda restava sobre a Fé. Os três jovens foram martirizados à espada, e com seu próprio sangue selaram seu testemunho por Cristo, herdando a vida eterna e intercedendo para sempre por nós. Em seguida, São Babylas inclinou sua cabeça, e foi da mesma forma martirizado, ascendendo aos Céus junto com as crianças e transformando suas relíquias em uma fonte de bens aos cristãos, como testemunho constante do heroísmo de seu pastor.
== Pós-vida ==