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→O ermo de Nóvgorod
Santo Antônio andou por incríveis cento e setenta quilômetros em sua peregrinação na floresta, sendo a oração seu principal alimento durante todo esse tempo. Tempos mais tarde, chegou ao lago Dymskoe, integrante da bacia do rio Tikhvinka, distante dez quilômetros da futura cidade de Tikhvin. O lago, ao sopé de uma colina, era coberto por uma névoa branca, que pairava como uma fumaça (daí o nome Dymskoe: dym, em russo, significa “fumaça”).
Nas margens daquele lago havia uma grande rocha, sobre a qual Santo Antônio ergueu suas mãos para os Céus e orou durante um longo tempo, dando graças a Deus e suplicando pelas bênçãos do Criador naquele lugar. No início do século XIII, não havia presença humana considerável num raio de quase cem quilômetros e, sozinho no prístino silêncio daquela densa floresta, dedicou-se inteiramente a Deus. Construindo uma cabana de madeira e uma cela para si às margens do lago, o santo asceta esquivava-se das tentações demoníacas e da ociosidade de todas as formas: ao raiar do sol, trabalhava sem descanso algum, e, durante a noite, ocupava-se com a oração e a regra atribuída a ele, tendo apenas algumas horas para dormir, acordando ainda de madrugada para cantar os salmos. Para sobreviver ao inverno, cujas temperaturas podiam chegar a até quarenta graus negativos, Santo Antônio cavou uma caverna para si, e pacientemente suportou o frio e o calor.
Construindo uma cabana de madeira rodeada por arbustos e uma cela para si às margens do lago, o santo asceta esquivava-se das tentações demoníacas e da ociosidade de todas as formas: ao raiar do sol, trabalhava sem descanso algum, e, durante a noite, ocupava-se com a oração e a regra atribuída a ele, tendo apenas algumas horas para dormir, acordando ainda de madrugada para cantar os salmos. Para sobreviver ao inverno, cujas temperaturas podiam chegar a até quarenta graus negativos, Santo Antônio cavou uma caverna para si, e pacientemente suportou o frio e o calor. Surpreendentemente, mesmo em um lugar tão remoto, Santo Antônio foi eventualmente encontrado nos anos seguintes, provavelmente por pescadores e caçadores que navegavam pelo Tikhvinka. Não tardou até que monges aparecessem, suplicando por uma vida solitária sob a orientação de Santo Antônio. Aceitando-os com o pretexto de que aquele lugar continuasse sendo apenas um eremitério, o lago Dymskoe floresceu como Khutyn. Os monges construíram uma igreja em honra a Santo Antão, o Grande, e mais duas capelas: uma dedicada à Proteção da Mãe de Deus e outra a São Nicolau, o Taumaturgo. Mais tarde, uma segunda igreja foi construída, em honra a [[João, o Batista|São João, o Batista]], com materiais que isolassem o frio. Junto à igreja de inverno, foi feito uma trapeza, onde os monges cozinheiros serviam a refeição e liam os salmos. Um cemitério também foi construído para o mosteiro.
Santo Antônio, como hegúmeno do novo mosteiro, governou-o diligentemente por anos até o seu abençoado repouso. Tendo adquirido de Deus o dom da clarividência, o ancião, agora com sessenta e sete anos, previu o dia de sua morte, e reuniu todos os monges de seu mosteiro para apontar um sucessor. Abençoando-os, participou da última Divina Liturgia com eles em honra à Natividade de São João, o Batista, e, após comungar os Divinos Mistérios de Cristo, entregou sua alma em [[24 de junho]] de 1224, tornando-se um fervoroso intercessor junto ao seu padroeiro e ao seu pai espiritual por todos aqueles que a eles clamarem.