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Antônio de Dymsk

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Por muito tempo Antônio refletiu nessas palavras. Ao fim de sua adolescência, pediu a bênção de seus pais para deixar sua casa e iniciar a vida monástica.
 
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Naquele tempo, ao norte da cidade de Nóvgorod havia um asceta chamado Barlaão, o qual deixara para trás todas as riquezas de sua herança para viver uma vida agradável a Deus nas florestas de Khutyn', às margens do rio Volkhov, distante dez quilômetros do centro de Nóvgorod. Os antigos espíritos impuros e maldições que habitavam naquela floresta partiram em debandada pela vida austera de São Barlaão, e rotineiramente chegavam pessoas da cidade implorando para serem aceitas como seus discípulos, entre os quais estava Antônio. O nous iluminado de São Barlaão percebeu a grandeza espiritual daquele jovem, e o ancião logo tomou-o para si como noviço.
 
Sobressaindo-se nas virtudes divinas, Antônio foi tonsurado como monge, e viveu em perfeita obediência ao seu pai espiritual, cumprindo-as com zelo e humildade. Antônio jamais abreviava ou omitia sua regra de oração, e sempre estava presente nos ofícios da Igreja da Transfiguração, construída por São Barlaão. Assim como antes do monasticismo, o jovem monge continuou sendo o primeiro a chegar no templo e o último a sair.
 
Alguns anos mais tarde, em meados da década de 1180, São Barlaão outorgou as bênçãos para que seu filho tomasse o longo e árduo caminho em direção à Rainha das Cidades, para o benefício espiritual da irmandade e para igualá-la com as práticas monásticas dos grandes mosteiros de Constantinopla. As guerras pela sucessão do trono de Kiev haviam se apaziguado com os acordos entre os príncipes Svyatoslav III e Ryurik, e Antônio pôde visitar diversas igrejas e lugares santos nos mais de dois mil quilômetros até Constantinopla. Lá, o asceta permaneceu durante cinco anos nos mosteiros, e então retornou a Khutyn'.
 
Pela Divina Providência, o dia da chegada de Antônio coincidiu com o último dia da vida terrena de São Barlaão. Em sua cama, o ancião abençoou Antônio para ser seu sucessor, ao que seus olhos choviam lágrimas — não apenas por estar vendo seu pai espiritual pela última vez, mas porque considerava-se indigno de tornar-se o sucessor de alguém tão grande como São Barlaão. Além de liderar a irmandade, a Antônio estava também incumbida a construção do mosteiro, através das doações do Príncipe Yaroslav de Nóvgorod (1182–1199). Isso aconteceu porque, enquanto Antônio estava em Constantinopla, São Barlaão recebeu a visita do príncipe em 1190, atormentado com as guerras pelos principados. O ancião acalmou-o e abençoou, predizendo que seu filho havia de nascer. Naquele mesmo ano, seu primogênito Izyaslav nasceu, e o príncipe dispensou uma grande quantia para a transformação do eremitério num mosteiro. Quando Antônio retornou de Constantinopla a Khutyn', em 6 de novembro de 1192, apenas a igreja havia sido reconstruída (de madeira para pedra), tendo sido consagrada no mês anterior por São Gregório, Arcebispo de Nóvgorod (1186–1193), o qual conferiu o título de hegúmeno a São Barlaão, oficializando o reconhecimento do mosteiro.
 
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== Referências ==
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