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Serafim de Sarov

1 byte adicionado, 22h18min de 20 de novembro de 2012
Ordenação e início da vida ermita
Um dia, enquanto cortava madeira, Serafim foi atacado por uma gangue de ladrões. Em resposta às ameaças e as exigências de dinheiro, ele colocou o machado no chão, cruzou os braços sobre o peito e obedientemente se rendeu aos bandidos. Eles começaram a golpeá-lo na cabeça com o cabo do seu próprio machado e o sangue começou a escorrer de sua boca e ouvidos. Serafim caiu sem sentidos e começaram a bater nele com um pedaço de madeira tosca, dando inclusive pontapés e o arrastando pelo chão. Eles pararam de golpeá-lo somente quando pensaram que ele estava morto. O único tesouro que os bandidos acharam em sua cela foi o ícone do Enternecimento da Mãe de Deus, diante do qual ele sempre orava. Quando, após algum tempo, os bandidos foram capturados e julgados, o hieromonge tomou a defesa deles diante do juiz. Serafim ficou encurvado pelo resto da sua vida após essas as agressões físicas.
Entretanto, após este incidente começa o período ''[[Estilista|estilitaestilista]]'' de sua vida, quando ele passou mil noites sucessivas em uma rocha na floresta em oração contínua e com os braços levantados para o céu, um feito quase super-humano de [[ascetismo]], especialmente considerando a dor que os seus ferimentos já lhe causavam.
Por causa da visão especial da Mãe de Deus, ao final de sua vida tomou para si a incumbência de tornar-se um ''staretz'' (ancião). Ele começou a receber todos que vinham procurá-lo atrás de um conselho ou orientação. Muitos milhares de pessoas, de todo tipo de vida e condição, começaram a visitar Serafim, o qual as enriquecia do seu tesouro espiritual adquirido por ele pelos feitos (ou atos) de muitos anos. Todos o viam como uma pessoa dócil, alegre, meditativamente cordial. Ele saudava os que chegavam com as palavras: "Minha alegria"! A muitos ele aconselhava: "Adquire a paz de espírito e milhares se salvarão a teu redor." Não importa quem viesse até ele, ele se inclinava diante de todos até o chão e os abençoava, beijando-lhes as mãos. Ele não necessitava de que os visitantes lhes contassem a seu respeito, pois sabia de antemão aquilo que cada um tinha na alma. Ele dizia ainda: "''Alegria não é pecado. Ela afasta o cansaço, pois, do cansaço surge o desânimo, e não há nada pior do que isto''."
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