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Ketevan da Geórgia

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Massacre
Não demorou até que o sultão da região visitasse-a, pedindo para que ela se submetesse ao imperador e se salvasse, e inclusive seus servos aconselharam-na a converter-se “de mentira”, mas a rainha firmemente recusou, dedicando o tempo que ainda lhe restava à oração. Sua firmeza serviu de exemplo às milhares de mães georgianas tomadas como escravas que, enquanto seus filhos e esposos facilmente abraçavam o islã, permaneciam fiéis a Cristo através da bravura da santa rainha. Depois de muitas persuasões, o imperador desistiu e ordenou sua tortura. Quando soube que os soldados estavam chegando, Santa Gativanda vestiu-se com seu traje mais festivo e apresentou-se a eles. Então, levaram-na ao centro de Xiraz e convocaram toda a população para assistir à sua tortura.
Os torturadores mandaram-na renunciar a Cristo, e ela negou. Arrancaram-lhe então todas as suas unhas. Perguntaram-lhe pela segunda vez, e ela negou. Puseram então sua cabeça num caldeirão de cobre fervente, e toda a sua nuca foi queimada. Perguntaram-lhe pela terceira vez, e ela negou. Furaram então todo o seu corpo com lanças facas incandescentes. Perguntaram-lhe pela quarta vez, e ela negou. Deitaram-na então ao chão e pregaram uma tábua às suas costas. Perguntaram-lhe pela quinta vez, e ela negou. Viraram-na então para cima e, fazendo pressão para que os pregos perfurassem ainda mais suas costelas, esfaquearam e abriram seu tórax com facas. Perguntaram-lhe pela sexta vez, e ela, sem ter mais forças nem sangue para falar, fez que não. Então, com uma espada, os torturadores partiram sua cabeça ao meio.
Foi assim que, em 13 de setembro de 1624, na era do Patriarca Zacarias I (1623–1630), aos sessenta e quatro anos de idade, Santa Gativanda, a Grande Mártir da Cachétia, entregou-se como um imaculado cordeiro ao seu Esposo em Sua morada celestial.
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