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→Pós-vida
Naquele mesmo dia, um feroz vendaval anunciou a escura tempestade que logo atingiu Quieve, e muitos presenciaram pela primeira vez em suas vidas um terremoto tão grande na capital das terras russas. Todos correram por suas vidas, e a terra tremeu tanto que muitas edificações foram ao chão. Durante aquele caos, um só raio tirou a vida de quatro sacerdotes heréticos e outros quatro leigos que haviam maldito de São Constantino. O Príncipe Rostislau I de Esmolensco (1127–1159), que havia tomado Quieve para si desde abril, entendeu que a cidade estava sendo punida pelos seus pecados, e ordenou que todas as igrejas de Quieve realizassem vigílias noturnas pela alma do hierarca.
Enquanto o mundo despencava em Quieve, o sol radiava na Chernigóvia e, durante cada uma das três noites que se seguiram, uma coluna de fogo descia do céu até o corpo do santo, espantando as bestas que tentavam aproximar-se dele. Vendo isso, muitos dos que ainda estavam no campo maravilharam-se, e creram de coração que São Constantino já havia chegado ao Paraíso. No terceiro dia, o Príncipe Esvetoslau permitiu ao Bispo Antônio que seu corpo fosse solenemente sepultado ao lado do de Santo Igor na Catedral da Transfiguração. Após a grande cerimônia, os céus finalmente se abriram em Quieve, e todos os cristãos glorificaram a Deus e Seu santo, cujas relíquias realizaram muitos milagres pelos anos que se seguiram. A Sé de Quieve permaneceu vacante até 1161.
== Referências ==