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[[Imagem:Bóris e Glebe.jpg|miniatura|direita|Santos Bóris e Glebe.]]
'''Os Mais Ortodoxos Santos Príncipes e Mártires Bóris de Rostóvia e Glebe de Murom''' (séc. XI) foram os dois primeiros mártires das terras russas após o [[Batismo da Rus']], filhos de São Vladimir. Junto deles, também são comemorados como mártires '''Jorge e seus companheiros''', que se sacrificaram por amor a São Bóris. Como não responderam o mal com o mal, os santos príncipes são chamados de Portadores da Paixão. A Igreja os comemora nos dias [[24 de julho]] pelo martírio de São Bóris, [[5 de setembro]] pelo de São Glebe e [[2 de maio]] pela transladação de suas relíquias.
== Vida ==
Imediatamente, os mercenários rasgaram sua tenda e partiram em direção ao príncipe. Jorge, seu mais amado servo, pulou na frente de Bóris para salvá-lo da morte, e foi trespassado pela espada. A lança também atingiu o príncipe, que caiu no chão sem forças e foi enrolado num pano pelos assassinos. Quanto a Jorge, foi decapitado por vestir o colar de ouro dado por Bóris como presente, e entregou sua alma ao Senhor junto com os outros servos do príncipe.
O corpo de Bóris foi jogado numa carroça e levado a Quieve. Quando Esvetopolco viu que ele ainda estava respirando, ordenou que dois de seus homens esfaqueassem-no no coração. Foi assim que São Bóris rendeu seu espírito em 24 de julho de 1015 e recebeu a coroa do martírio por seu Senhor nos Céus. Em seguida, levaram-no à Visgárdia, sepultando-o na Igreja de São Basílio, uma das maiores de todas as terras russas até então e construída por seu pai, São Vladimir, no curso de duas décadas.
Esvetopolco recompensou satã e seus filhos com uma grande quantia de ouro e maravilhou-se com o assassinato. Escrevendo mais uma carta, enviou-a a Glebe, dizendo que seu pai estava muito enfermo e desejava sua presença. Obediente que era, Glebe logo montou em seu cavalo e partiu de Murom com seus servos até Quieve. Em Esmolensco, embarcaram no Dniepre e seguiram em direção a Quieve.
: “Ai de mim, ó Senhor, seria melhor que eu morresse com meu irmão a continuar neste mundo! Ó meu irmão, eu daria minha vida para poder ver teu rosto uma última vez! Por que tu me abandonaste? Onde estão as palavras pelas quais tu me ensinaste tudo, meu irmão? Pois não ouço mais os teus doces conselhos… Se Deus encorajou-o para tal, roga a Ele para que eu também possa sofrer a mesma paixão, pois é melhor para mim morar contigo do que continuar neste mundo!”
Enquanto São Glebe se lamentava, os mercenários cercaram seu barco e sacaram suas armas. Seus servos prepararam-se para o ataque, mas o príncipe os exortou a não pegarem em armas já que não eram eles a quem os boiardos estavam buscando. Os assassinos obrigaram seu próprio cozinheiro a pegar sua faca e esfaquear Glebe até a morte. Foi assim que o príncipe foi oferecido como um cordeiro inocente ao holocaustoem 5 de setembro de 1015, e de Deus recebeu sua coroa imperecível junto com seu tão querido irmão. O corpo do mártir foi jogado na ribanceira, entre duas árvores.
== Pós-vida ==