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Antônio, o Grande

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Em Alexandria
Quando o santo Imperador Constantino, o Grande (306–337), assinou o Édito de Mediolano em 313, o qual pôs fim à Grande Perseguição, Santo Antão retornou ao deserto, onde continuou suas façanhas. Além de sua habilidade em discernir espíritos, Santo Antão também curava enfermos, expulsava demônios e tinha o dom da clarividência. Mesmo sem saber ler nem escrever, o monge superava os filósofos pagãos, que vinham até ele tentando escarnecer sua Fé e eram envergonhados quando viam o monge livrar os cativos de seus demônios através da oração e do sinal da Cruz feito três vezes sobre eles. Santo Antão ainda desafiava-os: “Podeis vós curar esses homens através razão? E pela magia de vossos ídolos, podeis?”
Multidões vinham conhecer o médico do deserto. Os tristes retornavam regozijando-se, seus inimigos retornavam como seus discípulos, os jovens retornavam renunciando os prazeres, os pobres retornavam desprezando a riqueza e dando graças a Deus pela pobreza, e nenhum monge permanecia negligente após ouvir o santo falar. Santo Antão jamais atribuía seus dons espirituais às suas próprias realizaçõespois considerava-se “um idiota”, mas exortava a todos os beneficiados por suas orações a agradecer a Deus, que é a causa de todo o bem. Através de seus dizeres, os discípulos conseguiram escrever um livro de cento e setenta capítulos, que mais tarde pode compôr a Filocalia. As levas de pessoas que vinham a ele perturbavam sua solidão, e o santo decidiu avançar ainda mais no deserto, estabelecendo-se no topo de uma montanha. Mesmo assim, seus filhos continuaram a ir até ele pedindo que visitasse suas comunidades.
Após algum tempo, Santo Antão voltou a Alexandria para defender a Fé das heresias maniqueísta e ariana que estavam assolando as terras egípcias. A primeira era um sincretismo de religiões persas que afirmava haverem dois seres primordiais: um da Luz, responsável pelo espírito, e outro das Trevas, responsável pela matéria. No cristianismo, isso significaria equiparar Deus ao demônio e atribuir toda a matéria criada por Deus ao demônio. A segunda afirmava que Jesus Cristo não possuía natureza divina e havia sido somente um homem. Logo, não poderia ser chamado de Deus e consequentemente a Santíssima Trindade não existiria.
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