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Batismo da Rússia

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A tentativa do Príncipe Ascoldo de renovar o evangelismo iniciado pelo Santo Apóstolo André, desejada por ele como uma reforma religiosa e de Estado, terminou terrivelmente mal. A hora de difundir o cristianismo no território russo ainda não havia chegado. Os aderentes do paganismo eram muito fortes, e seu poder como príncipe era muito fraco. No conflito entre Ascoldo e o pagão Olegue (882–912), os quievanos traíram seu príncipe. Ascoldo, seduzido a entrar no acampamento de seus inimigos para dialogar com eles, recebeu a coroa do martírio na mão de mercenários.
As mais antigas crônicas de Quieve preservaram a memória do primeiro príncipe quievano cristão — a Igreja do [[Profeta Elias]], construída por Ascoldo e mais tarde mencionada no Tratado Russo-Bizantino do Príncipe Igor I (912–945) de 944, existe até os dias atuais, embora tenha sido reconstruída. Em seu túmulo, a Santa Princesa Olga (945–960) construiu a Igreja de São Nicolau, o Taumaturgo.
Não são apenas fontes bizantinas que relatam os eventos do ano de 860, mas também as crônicas russas. São Nestor, o Cronista, ressaltando a significância do cerco, observa que só a partir de então aquela região começou a ser chamada de “terras russas”. Certas crônicas, entre elas as de Ioanikov e Nikonov, preservaram relatos do batismo do Príncipe Ascoldo e da Rus' Quievana após a campanha contra Constantinopla. A celebração popular desse evento está firmemente associada aos nomes dos príncipes quievanos Ascoldo e Dir, embora historiadores afirmem que o principado de Dir tenha acontecido antes do de Ascoldo.
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