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=== Igreja de São Babylas em Antioquia ===
Na era de Constâncio II (337–361), filho de [[Constantino, o Imperador|São Constantino, o Grande]], seu primo Galo foi confiado para governar as províncias orientais do Império, recebendo o nome de Constâncio Galo e passando a residir em Antioquia, cuja Igreja já havia se consolidado como Patriarcado. Galo, como cristão, manteve a memória de São Babylas viva em sua mente e, sempre que possível, visitava suas santas relíquias. Na década de 350, Galo organizou a transladação das relíquias de São Babylas para uma igreja construída em sua honra, em um bairro chamado uma cidade chamada Daphne(atual Defne, na Turquia).
Na década seguinte, outro primo de São Constantino usurpou o Império e lançou uma ferrenha perseguição contra a Igreja: Juliano, o Apóstata (361–363). Após um ano de perseguição, Juliano mudou sua corte para Antioquia em julho de 362, tendo como objetivo arquitetar uma invasão contra o Império Sassânida, sem saber que aquela seria sua última empreitada nesse mundo. Após participar de diversos festivais com os pagãos da cidade, o imperador foi até Daphne para se consultar com Apolo sobre sua sorte na guerra, mas o ídolo revelou-lhe, com trepidações, que não conseguiria proferir a resposta devido “àquele” que havia sido enterrado nas proximidades, nem tornar a jorrar água da fonte consagrada a Apolo. O demônio claramente falava de São Babylas, cuja presença através de seus santos ossos silenciara o ídolo. Juliano, embora enfurecido, não queria comprometer ainda mais sua imagem pública poucos meses antes de iniciar sua guerra, então somente ameaçou que, se as relíquias não fossem retiradas daquela cidade, seriam destruídas. Em poucos dias, todos os cristãosantioquinos reuniram-se e partiram para Daphne, e uma procissão imensa transladou as santas relíquias do hierarca à Catedral Patriarcal de Antioquia, consagrada em 341. Entretanto, assim que as relíquias foram retiradas de Daphne, um estrondo pôde ser ouvido, e um clarão desceu do céu, incendiando o templo de Apolo e reduzindo-o a escombros junto com a estátua do ídolo. Quando soube do ocorrido, Juliano ordenou que a catedral fosse trancada por seu exército, e anunciou aos pagãos que haviam sido os próprios cristãos que atearam fogo ao templo de Apolo. Alguns dias mais tarde, as investigações provaram que não haviam cristãos próximos ao templo durante o incidente, e a catedral foi reaberta. Em março de 363, Juliano deixou Antioquia com um exército de noventa mil homens em direção à Pérsia, de onde nunca mais voltaria. Juliano morreu de hemorragia em junho após ser atacado em batalha com uma lança, e suas últimas palavras foram, de acordo com as testemunhas, “O galileu conquistou”. Nas palavras de [[Nikolai (Velimirovich)|São Nikolai (Velimirovich), Bispo de Žiča]] (1919–1956), um milênio mais tarde: “Tal foi o poder do mártir de Cristo após a morte: silenciou o demônio, trouxe fogo do céu, destruiu o templo da idolatria, e puniu o apóstata com uma morte desonrosa.”
== Notas ==