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Em memória deste evento, a [[Igreja da Rússia|Igreja Russa]] estabeleceu uma procissão anual em [[1 de agosto]]. Mais tarde, a Procissão da Venerável Madeira da Cruz Vivificante do Senhor, celebrada pelas Igrejas Grega e Russa, foi unificada com a do [[Batismo da Rus']]. Nessa junção de Festas vê-se a expressão teológica russa, pela qual tanto o Batismo como a Cruz são inseparáveis.
Por toda a Santa Rus', desde as antigas cidades até os longínquos postos, São Vladimir ordenou a destruição de todos os santuários pagãos (incluindo açoitar os ídolos), e em seu lugar erguer igrejas cujos altares seriam consagrados para o Sacrifício Sem Sangue. Igrejas surgiram por toda a terra, desde o topo das colinas às bacias dos rios. Santo Hilarião, Metropolita de Quieve (1051–10551051–1053), em seus Sermões sobre Lei e Graça, exclama: “[Os quievanos] demoliram os templos pagãos e construíram igrejas, destruíram os ídolos e produziram ícones; os demônios fugiram, e a Cruz santificou as cidades.”
Desde os primeiros séculos era costume erguer igrejas sobre as ruínas de santuários pagãos ou sobre o sangue dos santos mártires. Seguindo essa prática, São Vladimir construiu uma igreja dedicada a São Basílio, o Grande, sobre uma colina onde havia um santuário a Perun, e a Catedral da Dormição — que hoje encontra-se em processo de reconstrução — no sítio onde os primeiros santos varegues Teodoro e João foram martirizados. A catedral visava ser a sede do metropolitanato e da Igreja Russa. Suas obras foram concluídas em cinco anos, e foi ricamente adornada com afrescos, cruzes, ícones e cálices sagrados vindos de Quersoneso.