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Bóris e Glebe de Kiev

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[[Imagem:Bóris e Glebe.jpg|miniatura|direita|Santos Bóris e Glebe.]]
'''Os Mais Ortodoxos Santos Príncipes e Mártires Bóris de Rostóvia e Glebe de Murom''' (séc. XI) foram os dois primeiros mártires das terras russasapós o [[Batismo da Rus']], filhos de São Vladimir. Junto deles, também são comemorados como mártires '''Jorge e seus companheiros''', que se sacrificaram por amor a São Bóris. Como não responderam o mal com o mal, os santos príncipes são chamados de Portadores da Paixão. A Igreja os comemora nos dias [[24 de julho]] e [[2 de maio]] pela transladação de suas relíquias.
== Vida ==
Bóris e Glebe nasceram no final do século X, filhos de [[Vladimir, o Grande|São Vladimir, o Grande, Grão-Príncipe de Quieve]] (980–1015), com a búlgara Adela, quando esse ainda era pagão. Além deles, São Vladimir também teve outros dez filhos homens, dos quais fê-los príncipes de suas terras: Venceslau e São Jaroslau de Novogárdia, Iziaslau de Polócia, Esvetopolco de Turóvia, Usevolodo e Posvisdo da Volínia, Esvetoslau da Drévlia, Mistiaslau de Tmutaracânia, Estanislau de Esmolensco e Sudislau de Pscóvia. Bóris e foi feito Príncipe de Rostóvia em 1010 enquanto que Glebe foram feitos príncipes tornou-se Príncipe de Rostóvia e Murom, respectivamenteem 1013, e assim governavam as terras do norte. Após receberem o Santo Batismo junto com seu pai em 988, foram renomeados como Romano e Davi.
Bóris nasceu com o dom da leitura e da escrita, e compartilhou com seu irmão mais novo Glebe seu conhecimento sobre o Evangelho de [[Jesus Cristo]] e as vidas dos santos, as quais os dois lutaram para imitar. Como príncipes, ambos de distinguiram pela compaixão, misericórdia e bondade com a qual tratavam suas terras e seu povo.
Enquanto São Glebe se lamentava, os mercenários cercaram seu barco e sacaram suas armas. Seus servos prepararam-se para o ataque, mas o príncipe os exortou a não pegarem em armas já que não eram eles a quem os boiardos estavam buscando. Os assassinos obrigaram seu próprio cozinheiro a pegar sua faca e esfaquear Glebe até a morte. Foi assim que o príncipe foi oferecido como um cordeiro inocente ao holocausto, e de Deus recebeu sua coroa imperecível junto com seu tão querido irmão. O corpo do mártir foi jogado na ribanceira, entre duas árvores. Não demorou, entretanto, até que ambos os corpos de São Bóris e São Glebe se encontrassem na Igreja de São Basílio.
 
== Pós-vida ==
No mesmo ano, Esvetopolco matou seu outro irmão, Esvetoslau, e tomou a Drévlia para si, expandindo as fronteiras de Quieve em direção ao ocidente. Em Novogárdia, Esvetoslau muito se lamentava pela morte de seu pai e seus irmãos, e seu povo mostrou-se disposto a trazer de volta a paz ao grão-principado. Assim, mais de quarenta mil homens seguiram São Jaroslau em direção a Quieve, enquanto o príncipe chamava a Deus como testemunha: “Não fui eu que dei início à matança de meus irmãos, mas o próprio Esvetopolco. Que Deus Se vingue do sangue inocente dos meus irmãos, pois o maldito derramou o sangue de Bóris e Glebe, e talvez trará o mesmo destino a mim. Mas julga-me, ó Senhor, de acordo com a Tua justiça, para que a malícia de Esvetopolco chegue ao fim.”
 
Ambos os exércitos se encontraram nas margens opostas do Dniepre no norte da Chernigóvia, mas nenhum dos lados ousou atacar, permanecendo assim frente a frente durante três meses. Quando o general de Esvetopolco escarneceu dos novogárdios, São Jaroslau partiu para o ataque, e uma terrível carnificina fez Esvetopolco e seu exército fugirem em direção ao ducado dos poloneses.
 
Dois anos depois, Esvetopolco retornou com Boleslau, então Duque da Polônia (992–1025), e seu exército. Boleslau, cuja filha havia se casado com Esvetopolco, estava em uma grande campanha pela libertação da Polônia dos germânicos e sua expansão territorial, e a proposta de seu genro era tentadora. O exército polonês facilmente derrotou o de São Jaroslau na Batalha de Volínia, e Quieve foi tomada novamente por Esvetopolco. Os novogárdios não queriam desistir, e conseguiram recrutar muitos varegues, víquinges que habitavam as terras russas e tinham uma habilidade destoante com espadas.
 
No caminho de volta a Quieve, São Jaroslau parou no local onde Bóris havia sido martirizado, levantou suas mãos ao Céu e exclamou: “Eis que a voz do sangue de meu irmão clama por Ti desde a terra! Ó Senhor, vinga o sangue desse justo e visita o criminoso com a dor e o terror que Tu infligiste a Caim para vingar o sangue de Abel. Ó meus irmãos, embora estejais ausentes em corpo, ajudai-me com vossas orações contra o assassino.”
 
Os exércitos se encontraram no nascer do sol, e um massacre triplo nunca antes visto nas terras russas anunciou a vitória de São Jaroslau. Enquanto Esvetopolco fugia, o próprio satã começou a voar em sua direção, e os ossos do príncipe enfraqueceram-se até que ele caísse no chão e tivesse de ser levado por uma carroça. Quando já estavam em Bréscia na Polônia (atual Bielorrússia), seus homens pensaram em parar para um descanso, mas Esvetopolco gritou: “Mais rápido, eles estão nos alcançando!” Ninguém podia ver os demônios se aproximando sem ser ele, mas mesmo assim continuaram a correr com seus cavalos.
 
Quando já estavam no interior da Polônia, o príncipe gritava ainda mais e não conseguia olhar para trás e ver a figura de Satanás, a qual homem algum consegue vê-la e continuar vivo. Num ataque de loucura, Esvetopolco pulou da carroça assim que adentraram a Boêmia e correu o máximo que podia pela floresta. As bestas, entretanto, foram mais rápidas. Assim que o príncipe tropeçou num galho e caiu no chão, os demônios pularam em cima dele e precipitaram seu espírito até os rios de magma do inferno, onde Esvetopolco sofrerá pela eternidade.
== Hinos ==
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