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Pela Providência de Deus, Antônio chegou às colinas de Quieve, às margens do rio Dniepre, onde as florestas de Berestovo o lembravam da amada montanha. Ali havia uma gruta, escavada por Santo Hilarião, Metropolita de Quieve (1051–1055), quando este ainda era um sacerdote. Tendo gostado do lugar, Antônio orou em lágrimas: “Ó Senhor, permite que as bênçãos do Monte Atos e do Teu santo hegúmeno estejam sobre este lugar, e fortalece-me de modo que eu permaneça aqui.”
Antônio voltou com suas lutas em oração, vigília, jejum e labuta. Dia sim, dia não, o santo comia — apenas pão seco e um pouco de água — e raramente dormia. Certas vezes, o monge passava uma semana inteira sem comer, mas sempre punha-se a cavar ainda mais aquela caverna. Devido à sua santa conduta, não demorou até que pessoas o buscassem para receber bênçãos e conselhos, e algumas decidiram juntar-se a ele. Entre os primeiros discípulos de Santo Antônio estava São Nicão, o Seco, que deixou todas as suas riquezas para dedicar-se a Cristo em severos jejuns. Cada vez mais cristãos eram feitos monges, e assim surgiu a Lavra das Cavernas Próximas de Quieve.<ref group=nota>Uma lavra é um mosteiro que pode ser classificado como um “meio-termo” entre o eremitismo e o cenobitismo. O monge, vivendo em solidão e silêncio numa cela própria, possuía um superior e retornava à vida “comum” aos domingos (e talvez sábados) para a celebração da Divina Liturgia junto com os outros monges.</ref>
=== Florescimento de Quieve ===