13 451
edições
Alterações
→Vida
== Vida ==
Em 313, o Édito de Mediolano do santo Imperador Constantino (306–324) trouxe fim à maior perseguição de cristãos do Império Romano, promovida em 303 por Diocleciano (284–305) e Maximiano (285–305). No Oriente, entretanto, o Imperador Licínio (308–313308–324) se mostrava ainda disposto a erradicar a Fé do território em que governava. Licínio preparou seu exército para guerrear contra São Constantino e, temendo um motim, resolveu expulsar dele os cristãos.
Agrícola, seu comandante militar em Sebaste na Armênia, era um fervoroso defensor do paganismo. Sob seu comando estava uma companhia de quarenta valentes soldados, vindos de todas as partes, que saíram vitoriosos de incontáveis batalhas. Todos eles eram cristãos e recusaram a sacrificar aos ídolos, medida exigida pelas autoridades para que se comprovasse lealdade ao império. Assim, foram levados ao cárcere por Agrícola. Na prisão, os soldados se entregaram à oração e todas as noites sonhavam com uma voz que lhes dizia: “Aquele que crer em Mim, ainda que morra, viverá. Sede corajosos e não temais, e vós obtereis a coroa da imortalidade.”
Sete dias depois, o renomado jurista Lício chegou a Sebaste para levar os soldados cristãos ao tribunal, e eles se mostravam tão corajosos diante do martírio como se mostravam anteriormente no campo de batalha. Lício condenou-os ao apedrejamento, mas as pedras passavam por eles sem causar-lhes danos, o que convenceu aos torturadores que os soldados eram protegidos por alguma força invisível.
No dia seguinte, a tortura aos mártires recomeçou, mas eles se mostravam mais irredutíveis e convictosque antes. Procurando quebrar a vontade dos soldados, os carrascos aproveitaram o inverno e os acompanharam a um lago congelado, próximo à cidade. Na margem do lago, construiu-se uma banheira com água mantida quente, a fim de torturar-lhes os sentidos. Um dos soldados não resistiu a isto, e no início da noite entrou na banheira. Imediatamente caiu morto. Os demais permaneceram impassíveis, e durante a noite um milagre de Deus tornava o gelo em que foram colocados quente e agradável. Um dos militares que vigiava os soldados cristãos viu o que acontecia e percebeu uma coroa radiante em cima da cabeça de cada um deles. O militar AglaiosAglaio, que testemunhava o milagre, contou trinta e nove coroas, o que indicavam que o soldado que adentrara o banho havia perdido a sua. Convencido da verdade da fé Fé cristã, acordou os demais guardas, retirou seu uniforme e se declarou cristão. Com isto se juntou aos mártires na água congelada, em oração humilde e na busca pela coroa da imortalidade. Pela manhã, os torturadores se espantaram que os mártires ainda se encontrassem vivos e que Aglaios Aglaio estivesse a glorificar Cristo junto deles. Retiraram-nos então da água e lhes quebraram as pernas. Depois jogaram os corpos dos soldados em um carro, todos amontoados, e tacaram fogo. Quando os corpos foram consumidos, seus restos foram atirados novamente às águas para que os cristãos não mais os encontrassem. Mas Entretanto, três dias depois, o bispo Pedro, de Sebaste, foi avisado em um sonho onde se encontravam os restos mortais dos mártires, e junto a outros sacerdotes deram-lhes um funeral cristão.
== Hinos ==