Diferenças entre edições de "Polieuto e Nearco de Melitene"

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Cinquenta anos depois, quando a Igreja triunfou durante o reinado de São Constantino, o Grande (306–324), uma igreja foi construída em Melitene em honra ao santo mártir Polieuto. Muitos milagres foram realizados através de sua intercessão. Foi nessa mesma igreja que os pais de Santo Eutímio, o Grande, oraram fervorosamente por um filho. O nascimento desta grande chama da ortodoxia em 376 na cidade de Melitene ocorreu com a ajuda de São Polieuto.
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Cinquenta anos depois, quando a Igreja triunfou durante o reinado de São Constantino, o Grande (306–337), uma igreja foi construída em Melitene em honra ao santo mártir Polieuto. Muitos milagres foram realizados através de sua intercessão. Foi nessa mesma igreja que os pais de Santo Eutímio, o Grande, oraram fervorosamente por um filho. O nascimento desta grande chama da ortodoxia em 376 na cidade de Melitene ocorreu com a ajuda de São Polieuto.
  
 
[[Imagem:Church of St Polyeuctus.jpg|miniatura|Ruínas da Igreja de São Polieuto.]]
 
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: Glória Àquele que por vós cura a todos!
 
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=== Louvor ===
 
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''(Por São Nicolau, Bispo de Ócrida, em tradução livre)''
 
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Edição atual desde as 00h23min de 5 de junho de 2020

São Polieuto.

Os Santos Mártires Polieuto e Nearco de Melitene (m. 259) foram os primeiros mártires da cidade de Melitene. São Polieuto é considerado o santo padroeiro dos votos, acordos e tratados. Sua memória é comemorada pela Igreja no dia 9 de janeiro, enquanto que a de São Nearco é comemorada em 22 de abril.

Vida

Em 249, Décio (249–251), após suas vitórias militares contra a rebelião de Pacaciano no Danúbio, assassinou o Imperador Filipe (244–249) e assumiu seu posto, acrescentando ao seu nome também o nome “Trajano” devido a sua grande admiração pelo imperador homônimo. Essa admiração também viria a se refletir na perseguição aos cristãos. No ano seguinte, Décio assinou um édito exigindo que todo o império oferecesse sacrifícios aos deuses pagãos pelo bem-estar do imperador.

Polieuto, um pagão de vida virtuosa da cidade armeniana de Melitene (atual Turquia), havia se tornado soldado durante o reinado de Décio, e tinha como colega e amigo Nearco, um cristão. Nos anos seguintes, quando o imperador Valeriano (253–260) deu inicio à perseguição na Armênia, Nearco lhe disse: “Amigo, em breve seremos separados. Quando me levarem para ser torturado, terás que renunciar tua amizade comigo.”

Polieuto disse-lhe que havia visto Cristo num sonho, e Ele, despindo-o de seu sujo manto militar, vestiu-o com um manto radiante. “Agora, estou pronto para servir ao Senhor Jesus Cristo”. Inflamado com zelo, Polieuto foi até a praça central da cidade e rasgou o édito de Décio. Em seguida, viu uma procissão de doze ídolos pelas ruas da cidade. Com coragem, Polieuto atirou-os todos ao chão e os pisoteou.

Martírio de São Polieuto no Menológio.

Seu sogro Felício, que era juiz do Império, horrorizou-se com o que São Polieuto havia feito, e ordenou que fosse morto por isso. “Vai, dai adeus aos teus filhos e esposa”. Paulina, sua esposa, correu em sua direção com lágrimas por toda a face, suplicando que renunciasse a Cristo. Felício também se lamentou, mas o santo mártir permaneceu convicto em sua decisão de sofrer por Cristo. Após ser torturado pelas autoridades, que ignoraram o choro de sua esposa, com alegria, ele inclinou a cabeça sob a espada do carrasco e, em 259, foi batizado com seu próprio sangue.

Nearco conseguiu guardar o sangue de seu amigo como uma preciosa relíquia sagrada, e enviou uma carta ao bispo local relatando o martírio de São Polieuto. Pouco tempo depois, São Nearco foi condenado pelas autoridades por sua confissão em Cristo e foi sentenciado a ser queimado vivo, ganhando assim a coroa do martírio logo após seu amigo.

Pós-vida

Cinquenta anos depois, quando a Igreja triunfou durante o reinado de São Constantino, o Grande (306–337), uma igreja foi construída em Melitene em honra ao santo mártir Polieuto. Muitos milagres foram realizados através de sua intercessão. Foi nessa mesma igreja que os pais de Santo Eutímio, o Grande, oraram fervorosamente por um filho. O nascimento desta grande chama da ortodoxia em 376 na cidade de Melitene ocorreu com a ajuda de São Polieuto.

Ruínas da Igreja de São Polieuto.

No século VI, durante o reinado de Justino I (518–527), a Princesa Anícia Juliana ordenou a construção da Igreja de São Polieuto. Foi a maior e mais ornamentada basílica da capital bizantina até a construção da Igreja de Santa Sofia por São Justiniano, o Grade (527–565). Durante as Cruzadas, os latinos destruíram várias de suas colunas e as levaram para a Europa. Durante o período otomano, casas e até uma mesquita adentraram no terreno da igreja. Entre 1964 e 1969 escavações arqueológicas descobriram esculturas de mármore e textos de antes da Queda de Constantinopla, os quais foram transferidos para um museu arqueológico. Atualmente, suas ruínas se encontram vandalizadas e com restos de lixo por todo o canto.

Hinos

Tropário

(Tom 4)

Teus mártires Polieuto e Nearco, /
em sua luta por Ti, Senhor, /
de Ti receberam a coroa eterna. /
Recebendo forças de Ti, ó nosso Deus, /
derrotaram os tiranos, /
e destruíram a pretensão impotente dos demônios. /
Por suas intercessões, /
ó Cristo Deus, /
salva nossas almas.

Outro tropário

(Tradução livre)

A luz da divindade brilhou em vós dos Céus, /
e tornaram-se nobres soldados de Cristo. /
Quando fostes degolados, /
enumeraram-se dentre o coro dos mártires, /
com os quais, ó nobres Polieuto e Nearco, /
orem incessantemente por aqueles que vos clamam: /
Glória Àquele que vos deu a força! /
Glória Àquele que vos deu a coroa! /
Glória Àquele que por vós cura a todos!

Condáquio

(Tradução livre)

Quando o Salvador curvou Sua cabeça no Jordão, /
as cabeças dos dragões foram esmagadas. /
Quando Polieuto e Nearco foram decapitados, /
o enganador foi envergonhado.

Louvor

(Por São Nicolau, Bispo de Ócrida, em tradução livre)

Nearco e Polieuto, soldados de César, /
tornaram-se soldados do Rei Celestial. /
Um, batizado pela água, o outro, pelo sangue; /
o último ultrapassou-o e tornou-se o primeiro. /
Quão bendita é esta competição, /
esta corrida heroica pelo Reino de Cristo! /
Polieuto rejeitou tudo o que a terra arruína, /
tudo o que, assim como o vento que vem, passa, /
e com o sofrimento, comprou o reino eterno. /
Essa troca, para ele, fê-lo radiante: /
Para a vida eterna, que seja cortada a grama! /
Para o sofrimento transitório, a glória eterna! /
Rogai por nós, ó soldados de Cristo, /
para que nenhuma das nossas almas pereça!

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