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Edição atual desde as 04h04min de 9 de fevereiro de 2019

Santo Epifânio do Chipre

Santo Epifânio do Chipre, também conhecido como Epifânio de Salamina, foi Bispo de Salamina na ilha do Chipre e, mais tarde, Bispo do Chipre durante o século IV. Ele era reconhecido pelo seu grande zelo pela fé, seu amor e caridade pelos pobres, e por sua simplicidade de caráter. Ele é conhecido por compor um grande compêndio das heresias de seu tempo. Sua memória é celebrada em 12 de maio.

Vida

Epifânio viveu durante o século IV, na Fenícia. Nasceu judeu e recebeu fina educação. Converteu-se ao cristianismo depois de testemunhar um monge, de nome Luciano, dar suas próprias roupas a um pobre. Arrebatado pela caridade cristã, aceitou do monge Luciano o Santo Batismo e adentrou em um mosteiro. Ali realizou sua ascese sob orientação do ancião Ilarion, e se ocupou com a vida monástica e com a cópia de livros em gregos. Por seus esforços ascéticos, recebeu do Senhor o dom da operação de milagres. Mas, para fugir da glória terrena, afastou-se da comunidade e foi habitar o deserto de Spanidrion. Neste lugar foi preso por assaltantes, que o mantiveram em cativeiro por três meses. Mas a convivência com o santo despertou o coração da gangue para a verdadeira fé. Um deles acompanhou o monge até o mosteiro e foi batizado com o nome de João, tornando-se, a partir de então, fiel discípulo de Epifânio, de quem guardou por escrito os ensinamentos, os milagres e a vida. Por uma segunda vez o santo rumou para o deserto, desta vez acompanhado de seu discípulo João. Atraídos por sua fama, uma comunidade de discípulos formou-se ao seu redor, desenvolvendo-se ali um novo mosteiro. Tempos depois, o monge Epifânio realizou uma peregrinação a Jerusalém, a fim de visitar os lugares santos. Quando soube que enviados da Lícia lhe pediriam para assumir o trono episcopal, o santo rumou para o deserto de Spanidrion mais uma vez, onde passou dois meses em oração com seu antigo preceptor, o ancião Ilarion. Dali, Epifânio foi enviado pelo ancião à cidade de Salamina, na qual bispos se encontravam reunidos para escolher um novo pastor no lugar do bispo recém falecido. Cristo revelou para o mais velho deles, Biso Papios, que o monge deveria ser escolhido. Quando Epifânio chegou, o Bispo o levou até a Igreja, onde, em obediência aos partícipes do concílio, deu consentimento à sua escolha para a cátedra de Salamina. Era o ano 367.

Santo Epifânio conquistou grande reconhecimento por sua atividade episcopal, dado o seu zelo, amor, caridade e simplicidade. Por sua pureza de vida, recebeu o dom de ver a chegada do Espírito Santo sobre os santos dons durante a Divina Liturgia.

Por causa das intrigas da Imperatriz Eudoxia e do Patriarca de Alexandria Theophilos, Santo Epifânio foi chamado a um concílio em Constantinopla, que deveria condenar São João Crisóstomo. Não querendo participar deste crime, abandonou o sínodo e foi embora da cidade. Na viagem de volta, já no navio, sentiu a proximidade da morte, e deu aos seus discípulos instruções finais -- manter os mandamentos do Senhor e a mente livre dos pensamentos impuros -- e dois dias depois adentrou o Reino dos Céus.

O Sétimo Concílio Ecumênico nomeia Santo Epifânio como Padre e Mestre da Igreja.

Fontes

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