Quarenta Mártires de Sebaste

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Os 40 Santos Mártires de Sebaste

Os Quarenta Santos Mártires de Sebaste foram um grupo de soldados romanos martirizados por sua fé cristã em 320. Os santos Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Viviano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas são comemorados pela Igreja em 9 de março.

São Constantino o Grande emitiu o Édito de Milão no ano 313, garantindo aos cristãos liberdade religiosa. Mas Licínio, seu co-imperador pagão, continuou a perseguir os cristãos do Oriente e expurgá-los de seu próprio exército, temendo motins.

Mártirio

Em 313, o Édito de Milão do Santo Imperador Constantino, o Grande, garantiu liberdade de culto aos cristãos e tornou-os iguais aos pagãos diante da lei. Mas o Imperador do Oriente, Licínio, se mostrava ainda disposto a erradicar o cristianismo do território em que governava. Licínio preparou seu exército para guerrear contra São Constantino, o Igual aos Apóstolos, e temendo traição resolveu expulsar dele os cristãos. Agricola, comandante militar na cidade armênia de Sebasteia, era um fervoroso defensor do paganismo. Sob seu comando se encontrava uma companhia de quarenta capadócios, valorosos soldados que saíram vitoriosos de incontáveis batalhas. Todos eles eram cristãos e recusaram a sacrificar para os ídolos, medida exigida pelas autoridades para que se comprovasse lealdade ao culto público e idólatra romano. Assim, foram trancafiados por Agricola. Na prisão, os soldados se entregaram à oração e ouviram uma voz que lhes dizia à noite: "Aquele que crer em mim, ainda que morra, viverá. Sejam corajosos e não temam, e vocês obterão a coroa da imortalidade." Na manhã seguinte foram de novo levados diante do comandante, que buscou adulá-los a fim de acariciar o orgulho dos soldados e levá-los à apostasia. Mas eles lhe disseram que podiam levar-lhes as insígnias do Exército Romano e até as vidas, pois nada lhes era mais precioso do que Cristo. Diante de tal recusa unânime, Agricola os jogou novamente na prisão. Sete dias depois, o renomado juiz Lícius chegou à Sebasteia para levar os soldados cristãos ao tribunal. Eles se mostravam tão corajosos diante do martírio como se mostravam anteriormente no campo de batalha. Lícius condenou-os ao apedrejamento, mas as pedras passavam por eles sem causar-lhes danos, o que convenceu aos persecutores que os capadócios eram protegidos por alguma força invisível. No dia seguinte, a tortura aos mártires recomeçou, mas eles se mostravam irredutíveis e convictos. Procurando quebrar a vontade dos soldados, os persecutores aproveitaram o inverno e os acompanharam a um lago congelado, próximo à cidade. Na margem do lago, construiu-se uma banheira com água mantida quente, a fim de torturar-lhes os sentidos. Um dos soldados não resistiu a isto, e no início da noite entrou na banheira. Imediatamente caiu morto. Os demais permaneceram impassíveis, e durante a noite um milagre de Deus tornava o gelo em que foram colocados quente e agradável. Um dos militares que vigiava os soldados cristãos viu o que acontecia e percebeu uma coroa radiante em cima da cabeça de cada um deles. O militar Aglaios, que testemunhava o milagre, contou trinta e nove coroas, o que indicavam que o soldado que adentrara o banho havia perdido a sua. Convencido da verdade da fé cristã, acordou os demais guardas, retirou seu uniforme e se declarou cristão. Com isto se juntou aos mártires na água congelada, em oração humilde e na busca pela coroa da imortalidade. Pela manhã, os torturadores se espantaram que os mártires ainda se encontrassem vivos e que Aglaios estivesse a glorificar Cristo junto deles. Retiraram-nos então da água e lhes quebraram as pernas. Depois jogaram os corpos dos soldados em um carro, todos amontoados, e tacaram fogo. Quando os corpos foram consumidos, seus restos foram atirados novamente às águas para que os cristãos não mais os encontrassem. Mas três dias depois, o bispo Pedro, de Sebasteia, foi avisado em um sonho onde se encontravam os restos mortais dos mártires, e junto a outros sacerdotes deram-lhes um funeral cristão.

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